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Vender bebidas vale a pena? Quais as melhores dicas?

Vender bebidas vale a pena

Se o espírito empreendedor desceu em você e uma das paixões de sua vida é cerveja, uma pergunta que vem bem a calhar: vender bebidas vale a pena?

Bem, considerando que a bebida se tornou um hábito cultural brasileiro, uma verdadeira tradição se reunir com os amigos e beber uma gelada, fazer um churrascão de domingo e empilhar latinhas de cerveja, o que podemos de imediato afirmar é que mercado não irá faltar para o empreendedor na área.

Mas não podemos ficar no empirismo, apenas com impressões sobre o mundo a nossa volta. Algo que todo empreendedor tem que aprender de imediato é que suas decisões não podem ser tomadas na base do palpite. Ao menos, não todas. Empreender sempre exige tempo e dinheiro, pois previsões furadas farão somente que perca as duas coisas: tempo e dinheiro. Ainda por cima ganhar de brinde a frustração e o desânimo.

Em 2019, a Ambev, a maior produtora de cerveja do país, e uma das maiores do mundo, anunciou aumento de 2,9% no volume de cervejas no segundo trimestre do ano em comparado com o mesmo período de 2018. Considerando que o último trimestre é marcado pelas festas de fim de ano com a renda extra do 13º salário, e 2019 teve ainda o acréscimo da liberação do FGTS, certamente esse viés de alta se manteve.

Dados divulgados por pesquisadores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), no Anuário de Cerveja no Brasil 2018, revelaram que a cada dois dias uma nova cervejaria entrou em atividade no Brasil. O número de cervejarias neste ano fechou em 889, 270 a mais em comparação de 2017.

Destrinchando os dados

Esses números indicam um mercado forte e que se mantém em crescimento mesmo o país atravessando uma de suas piores crises política, econômica e social de sua história, mesmo a democracia sofrendo grave ameaça. (Talvez o aumento do consumo de cerveja tenha se dado como uma tentativa de escapar momentaneamente do pesadelo em curso no mundo real).

Isso significa que vender bebidas vale a pena, vale muito a pena no Brasil. Há um vasto público consumidor, é um hábito cultural e a curiosidade por novidades vem aumentando por aqui.

Um dado importante para quem pensa em empreender na área e pensa no fato da produção de cerveja está concentrada nas mãos de grandes cervejarias, multinacionais.

Cervejas artesanais crescem mais de 20% ao ano no Brasil. Ou seja, o público consumidor se mantém, cresce e está a procura por novidades. Um verdadeiro convite ao empreendedorismo.

Mesmo os que pretendem começar de maneira simples ou serem mais convencionais, vender as cervejas tradicionais distribuídas pelas cervejarias de renome, vender bebidas vale a pena. Com tamanho público consumidor, é possível obter uma boa margem de lucro revendendo cervejas, bastando para isso encontrar os locais certos.

Neste post, vamos passar o bê a bá para começar a empreender na área da forma mais simples possível, vendendo cerva na rua, e apresentar algumas ideias, alguns modelos de negócio envolvendo cerveja que estão em alta no momento.

Saiba mais sobre a seguir.

Vender bebidas vale a pena

Vender bebidas vale a pena: na rua?

Começando a empreender revendendo cerveja na rua é possível obter lucro entre 900 e 1500 reais. Sim, não é grande coisa, mas em tempos de crise acaba sendo uma boa ajuda e um começo para se investir em projetos maiores. Ocorre variação do lucro,  pois depende dos valores cobrados dos fornecedores, por isso cabe sempre uma boa pesquisa, do ponto de venda e do próprio empreendedor.

Sim, certamente não será o único a investir no mesmo projeto, o único a ter se perguntado se vender bebidas vale a pena. Diante da concorrência, quem conseguir inovar no atendimento, na divulgação do negócio costuma ter vantagem.

A boa notícia para os que pensam vender cerveja na rua é que não é necessário um grande investimento inicial para começar a atividade.

Precisa do investimento apenas para adquirir os produtos a se revender e o material de transporte das bebidas.

Há duas formas de vender cerveja na rua: de forma itinerante, isto é, se locomovendo por regiões diferentes carregando a carga de cerveja, ou encontrar um ponto fixo.

No caso do primeiro, precisará de um isopor adequado para carregar os produtos. O recomendado é um isopor pequeno para não carregar muito peso. No segundo caso, é adequado um isopor maior para armazenar a maior quantidade possível de cerveja.

Independente da escolha, a dica a seguir será útil para a sua empreitada.

Vender bebidas vale a pena: localização

É fundamental escolher um ponto adequado para vender cerveja. Quando se fala em ponto adequado não é só de “permitido pela justiça”, mas um lugar que concentre grande volume de pessoas que entendam adequado consumir cerveja no local.

Algumas dicas de lugares para transitar com o seu comércio ou se instalar fixamente:

  • Faculdade (nas proximidades);
  • Praia;
  • Shows (proximidades);
  • Carnaval (bloco de ruas).

Registre-se

Outra dica de grande ajuda para quem está começando depois de investigar se vender bebidas vale a pena.

Assim que possível, registre-se como Microempreendedor Individual (MEI), na categoria “comerciante de bebidas”. Verdade que terá que pagar imposto, compatível ao seu ganho financeiro, mas isso garantirá uma série de benefícios que poderão ser úteis no futuro, como auxílio doença, salário maternidade, empréstimos, entre outros benefícios.

Vender bebidas vale a pena: modelos de negócio

Para quem conta com um bom capital inicial para investir em um novo negócio na área, nos últimos anos alguns modelos de negócio envolvendo venda de cerveja veem fazendo grande sucesso.

Veja alguns deles aqui.

Clube de assinatura

Vem se tornando uma verdadeira mania os clubes de assinatura, para vários segmentos, aliás. Livro, revista, vinho e cerveja. Os clubes de assinatura trabalham com pacotes voltados para três tipos de público basicamente: os consumidores contumazes, os curiosos em conhecerem novos tipos de cerveja e os presenteadores.

Para o Clube do Malte, por exemplo, vender bebidas vale a pena nesse molde.

Delivery

Outro modelo de negócio com venda de cerveja é o sistema de delivery. Atendimento ao público por telefone e redes sociais até altas horas da madrugada para entregar uma cerva geladinha na casa dos clientes. Um bom exemplo é o Breja Boy.

Só grã-fina

Outro modelo de negócio que explora bem essa curiosidade do consumidor brasileiro por modelos diferentes de cerveja é um estabelecimento voltado para comercialização de diversos tipos de cerveja. Um exemplo de sucesso no Brasil é o Empório Alto dos Pinheiros.

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